terça-feira, 28 de junho de 2011

Os problemas de gramática do relógio

Hoje vamos falar tudo sobre as "horas". Sim, muita gente se confunde com isso. Como é algo comum, do nosso cotidiano, acho que vale a pena falarmos disso.

1º) O problema da crase 

Nós usamos a crase somente se não tiver preposição antes:

Bacileia irá ao mercado às 20h para comprar um enlatado 
Bereteneu irá ao mercado até as 20h para comprar um enlatado 
(como tem a preposição "até" antes do "as", o "as" não tem crase). 


2º) Plural e Singular

O verbo concorda com o tempo

É 1h da tarde/ São 2h da tarde 
Falta um minuto/Faltam dois minutos (e não "falta 2 minutos")
Deu 1h da tarde/Deram 13h da tarde quando Doriveu comprou seu carro "tunado" 

3º) Minutos para...

Agora, vem o mais estranho: a informação dos minutos que faltam para chegar a uma hora exata. Todo mundo fala "o filme começa às 5 para as dez", mas o certo é "o filme começa aos 5 para as dez", pois fica subentendido "o filme começa aos 5 minutos para as dez horas".

Berinete saiu de casa aos 15 para as 11 da manhã para comprar um gato de estimação rico. 



Para mais conteúdo em gramática, visite: http://blogdogramaticando.blogspot.com/


Créditos das imagens (na ordem em que foram apresentadas)
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lipesblog.com
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domingo, 19 de junho de 2011

Dúvida do internauta

Olá povo,

Hoje vou responder uma pergunta dos nossos internautas (para enviar sua dúvida, basta usar o formulário de contato no final do Blog do Gramaticando ou do VinicBlog).

E a pergunta é: "É correto usar a expressão 'que nem' no lugar do 'como'?" 


O Gramaticando respode: SIM, mas cuidado com as circunstâncias.

Abaixo, vem a explicação:


A expressão "que nem" pode funcionar sim como uma conjunção subordinativa comparativa (em outras palavras, estabelece uma ligação entre a oração subordinada adverbial com a principal). 

Em outras palavras, tem o mesmo valor de "como". 

Porém, lembro-te que "que nem" (principalmente) e "como" devem ser evitados em redações e dissertações, por exemplo. São expressões mais coloquiais (do povão). 

"Frederica correu do cachorro que nem o carteiro"

"Frederica correu do cachorro como o carteiro". 

Veja que o uso do "que nem" e do "como" é mais característico da fala, da linguagem coloquial: não soa muito bem, não fica muito bonito. Numa dissertação, tu poderias escrever:

"Frederica correu do cachorro do mesmo modo que o carteiro correu dele". 
"Frederica correu do cachorro da mesma forma que o carteiro correu dele". 



Veja que está mais "chisk", por assim dizer. Está mais... completo, entende? Usar "que nem" ou "como" poderia resultar numa perda de pontuação em "adequação vocabular" numa dissertação.   

Para enviar sua dúvida, basta fazer a pergunta no nosso formulário de contato ao final do blog.

Acesse o Blog do Gramaticando: blogdogramaticando.blogspot.com

Imagem: caninablog.wordpress.com

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Denotação ou Conotação?

Olá povo,

As pessoas, devido a sua imensa e gigantesca criatividade, mudam o significado real das palavras. Nem tudo é o que realmente está no dicionário. Chamar uma pessoa de baleia significa chamá-la de gorda, mesmo que baleia, no dicionário, signifique mamífero (não é peixe, meu povo!!!)




Como as palavras mudam de sentido, alguém teve a brilhante ideia de inventar nomes para indicar quando o significado é o real (o que consta no dicionário) e quando é figurado (é usado como metáfora, por exemplo).

Quando a palavra guarda seu sentido original, nós estamos falando de DENOTAÇÃO (ou aspecto denotativo, ou característica denotativa, enfim... qualquer coisa + denotativo). Quando as palavras não significam o que realmente eram para significar, então se trata de CONOTAÇÃO.

O arquiteto Jurandimar é desprovido de inteligência (DENOTAÇÃO)

O arquiteto Jurandimar é uma porta (CONOTAÇÃO)




Veja que, ao dizermos que "fulano é uma porta", estamos dizendo que fulano é "burro, desprovido de inteligência" e não necessariamente uma porta de madeira. Portanto, é um termo com característica conotativa. 

DENOTATIVO: SENTIDO REAL ("D" DE DICIONÁRIO)

CONOTATIVO: SENTIDO FIGURADO 

Verbatin!


Crédito das imagens (na ordem em que foram apresentadas)
na imagem
revoltasdejorgecoutinho.blogspot.com


As explicações nas postagens possuem, de forma estratégica, caráter informal e coloquial para preservar o conceito autor-leitor, que faz parte do modelo expressivo cultivado pelo blog. Leve em consideração o conteúdo da postagem e não a forma em que ela será apresentada. 


domingo, 5 de junho de 2011

Curiosidades do Papel Higiênico


Desenrolar por cima ou por baixo? Eis a questão!

É melhor desenrolar papel higiênico por cima ou por baixo? Ou você acha que não tem diferença nenhuma? Pode achar estranho, mas existe vantagens e prejuízos sim! Vamos descobrir então:

Por cima:

1 – a ponta livre do papel fica mais visível, geralmente sobre o rolo.
2 – dá pra fazer tudo que tem que fazer com uma mão só

Por baixo:

1 – o papel precisa estar bem desenrolado para poder enxergar a ponta livre, que fica por trás do rolo, contra a parede
2 – se não estiver bem desenrolado, terá que procurar a ponta livre pelo tato
3 – para rasgar o pedaço, terá que usar as duas mãos, pois o puxão mal dado poderá desenrolar ainda mais o papel higiênico, podendo deixar uma sobre significativa no chão.

Portanto:

Facilite sua vida! Posicione o papel higiênico para poder desenrolar por cima! Pequenas idéias podem fazer grandes diferenças!


Se você já reclamou de papel higiênico que parece lixa, que arranca o couro ou não limpa nada, então não queira imaginar como era antigamente...


Hoje é fácil: papel higiênico vem embaladinho, bonitinho, organizado... Mas antigamente, como era?

Na hora do aperto, já se contou com folhas, grama, neve, musgo, lã de carneiro e até areia! A palha de milho foi muita utilizada na década de 50: de preferência, as folhas verdes, que não eram ásperas, apesar de hoje existir certas marcas de papéis higiênicos que mais parecem lixa.
Porém, o mais prático e simples era usar o próprio rio, já que facilitava todo trabalho. Já parou para imaginar isso, para imaginar essa cena? Pois é, até hoje acontece isso em locais próximos ao rio São Francisco. E pode acreditar!

O papel higiênico que a gente conhece nasceu em 1857, criado por Joseph Gayetty, perfumado com babosa e com o nome do criador impresso em cada rolo. Mais desde a época de reis do século XIV já se usava um papel higiênico parecido. Eles simbolizavam riqueza e poder, eram artigos próprios da nobreza, do povo chique.


Você acha que é certo ou errado jogar papel higiênico no vaso? O que é mais ecologicamente correto? É isso que vamos descobrir agora!

Pode parecer estranho, mas depende. Tanto jogar no lixo como no vaso pode contribuir ou não para o ambiente. Vejamos então:

Se o papel for fino, dissolve facilmente na água, jogue na privada e dê a descarga. Afinal, ele vai parar no aterro sanitário, exatamente onde pararia se fosse jogado no lixo. A diferença é econômica e ecológica: pelo lixo, você gasta mais por usar a sacola plástica de lixo, que além disso, ao chegar no aterro, vai demorar pelo menos 40 anos para se degradar, o que seria um “soco na cara” no ambiente. Portanto, nesse caso, o mais correto é na privada mesmo.

Porém, entretanto, todavia e contudo, leitores do VB, se o papel for grosso, jogue no lixo. Você já deve deduzir a resposta: mesmo que ele não entupa sozinho o fluxo da rede de esgotos, seus resíduos podem contribuir para piorar outros entupimentos. Portanto, o melhor a fazer é jogar no lixo.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Denotação ou Conotação

Olá povo,

As pessoas, devido a sua imensa e gigantesca criatividade, mudam o significado real das palavras. Nem tudo é o que realmente está no dicionário. Chamar uma pessoa de baleia significa chamá-la de gorda, mesmo que baleia, no dicionário, signifique mamífero (não é peixe, meu povo!!!)



Como as palavras mudam de sentido, alguém teve a brilhante ideia de inventar nomes para indicar quando o significado é o real (o que consta no dicionário) e quando é figurado (é usado como metáfora, por exemplo).

Quando a palavra guarda seu sentido original, nós estamos falando de DENOTAÇÃO (ou aspecto denotativo, ou característica denotativa, enfim... qualquer coisa + denotativo). Quando as palavras não significam o que realmente eram para significar, então se trata de CONOTAÇÃO.

O arquiteto Jurandimar é desprovido de inteligência (DENOTAÇÃO)

O arquiteto Jurandimar é uma porta (CONOTAÇÃO)




Veja que, ao dizermos que "fulano é uma porta", estamos dizendo que fulano é "burro, desprovido de inteligência" e não necessariamente uma porta de madeira. Portanto, é um termo com característica conotativa. 

DENOTATIVO: SENTIDO REAL ("D" DE DICIONÁRIO)

CONOTATIVO: SENTIDO FIGURADO 

Aprenda gramática de forma descontraída através do Gramaticando. 


Verbatin!

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