quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Como fazer um currículo?


A postagem que você vai ver a seguir faz parte da série "Enfrentando o Desemprego", publicada em 2010. Acesse essa e outras séries no menu de séries de postagens, clicando AQUI.


Como fazer um bom currículo?

Na primeira parte dessa série, vimos quais são as primeiras providências a tomar quando ouvimos aquela tenebrosa frase amaldiçoada: “Você está demitido”. Você viu, em cinco passos, como se controlar e como se organizar para seguir em frente.

Porém, para seguir em frente, você precisa divulgar sua imagem. E essa imagem é o currículo. Um currículo bem feito pode te oferecer uma entrevista profissional e, então, te tornar empregado novamente. Geralmente, o currículo é o primeiro contato que você tem com seu futuro emprego.

O currículo leva sua imagem. Como fazer um bom currículo então?

(continue lendo...)


1) Tamanho do Currículo

Primeiro de tudo: sempre pensamos que quanto maior a coisa maior a qualidade. Para o currículo NÃO! Uma ou duas folhas já é o bastante! Há empresas que recebem dezenas ou até centenas de currículos diários: se você resolver escrever um livro o cidadão que vai o ler não vai ter muita paciência. Afinal de contas, empresas recebem dezenas de currículos por dia. Não comece seu currículo mal: seja objetivo, direto e breve, valorizando o conteúdo.

2) Não enrole

Seja objetivo, direto, sucinto! Não enrole, nada de blábláblá! Vá direto ao ponto! A objetividade é fundamental. Quem vai ler seu currículo com certeza será alguém experiente na área e sabe muito bem quando estão a fim de enrolar ele. Não precisa usar palavras cultas e longas: seja simples!

3) Não assassine a gramática

Agora não pense que pelo fato de ser objetivo você possa deixar de lado a boa e velha gramática. Não tem coisa pior do que escrever errado: causa uma péssima impressão, o cara que avalia pensa: “se escrevendo o camarada fala errado, imagine falando...”. Portanto, revise o seu currículo, consulte a gramática ou alguém que tem mais facilidade com isso. Erro de português seleciona candidato: não vá perder a vaga para a concorrência por causa das redundâncias, das gírias, dos acentos errados, das crases erradas, das vírgulas erradas, do “ç” no lugar do “ss” e por aí em diante... Se você sempre odiou as aulas de português no colégio é hora de repensar um pouquinho...

4) Quem é você?

Quando começar seu currículo, se identifique: fala seu nome completo, endereço, telefone, e-mail... mas não exagere: pra quê o cara que vai te avaliar vai querer seu RG, o título de eleitor, o nome da bisavó, da avó, dos pais, do cachorro... Não diga qual sua religião, etnia, partido político, time de futebol... isso é inútil, não interessa para o avaliador. Se identifique, sem muita cerimônia, logo no início do currículo. Evite ser anônimo, o avaliador precisa saber com quem está lidando e precisa saber como entrar em contato com esse alguém.

5) O que você tem de bom?

Em seguida, após uma breve apresentação, escreva sobre sua formação escolar e acadêmica. Organize em ordem decrescente de importância (de doutorado para...). Depois exponha seu objetivo: diga em que área quer trabalhar. Às vezes pensamos que o objetivo está expresso ao falarmos das experiências profissionais, mas não é sempre assim. Fale de suas atividades, de seus cursos, de suas experiências profissionais, do que você fez. Essa é a parte principal do currículo, onde você “puxa seu próprio saco”, mas não se exiba tanto: escolha o que realmente for conveniente, o que for relevante. Para facilitar, siga esta ordem: objetivo, qualificações, formação acadêmica, histórico profissional (experiência), idiomas/outros, informações adicionais.


6) Sinceridade

Se você for sincero demais em seu currículo e começar a colocar seus defeitos, o avaliador vai te deletar na hora. Se você tem 45 anos ou mais, pra quê falar sua idade? O avaliador não vai querer nem ler o resto. É o “pré-julgamento”: o cara que te avalia dá importância a sua idade, mas não para o que você é.

Agora, uma coisa é não falar que você tem 45 anos. Outra coisa é mentir dizendo que você tem 20. NUNCA, jamais minta! Isso aí é a maior roubada que pode ter. Nunca minta, só fale o que é preciso! Mentira não tem justificativa: é olho na rua na hora! A mentira destrói totalmente sua credibilidade, sua imagem. Apenas minimize suas fraquezas no currículo para ter a oportunidade de uma entrevista e revelar o que você tem de bom. Porém, nunca minta, nunca queira ser ou tentar passar a imagem de ser a pessoa que não é.

7) A cara chama a atenção

Não faça seu currículo de qualquer jeito: faça num computador, imprima numa gráfica se preciso. Entregue numa pasta transparente, dê um trato no visual porque a apresentação conta. Faça o currículo como uma “homenagem” para o avaliador... mas não se empolgue, senão vai acabar exagerando, pois o currículo precisa manter sua formalidade também.


Na próxima postagem dessa série:


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