sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

E agora?! O que fazer numa enchente?!


O céu desabou em chuva e cada vez mais fica mais normal a ocorrência das enchentes. Do nada, você se vê ilhado num veículo ou tem a tristeza de ver a água subindo pela casa, como se tudo não passasse de um Titanic: você vê tudo o que conquistou na vida se afundando naquela água suja e imunda. O que você faz numa hora dessas?!

Nesse post, você saberá como se portar diante dessa emergência, esteja em casa ou esteja em seu carro. Além disso, vamos responder outras perguntas: Perdi tudo! O que eu faço agora? Que épocas ocorrem o maior número de enchentes? De quem é a culpa?

Confira abaixo:
1) Dentro do carro

Nunca desligue o motor do veículo, mesmo que estiver parado num congestionamento, mantendo a marcha lenta e o veículo acelerado, andando com uma velocidade reduzida. Desse jeito, você estará evitando com que entre água pelo escapamento. Se a água entrar pelo escapamento, as coisas complicam: ela vai encharcar o filtro do ar, afetando os bicos injetores, as velas e os cilindros. O resultado não será diferente: o veículo começa a falhar, começa a tremer até parar totalmente, sem você sequer conseguir dar a partida novamente, apelando ao guincho e gerando maiores dores de cabeça. O prejuízo será grande.

Portanto, nunca trafegue num local onde a água estiver num nível superior à metade dos pneus: na dúvida, trafegue somente onde estiver enxergando a rua. Se você estiver ilhado num local seco, fique no local seco: afinal de contas, se você se arriscar em atravessar uma rua completamente alagada e se entrar água pelo escapamento, você vai continuar parado e terá um prejuízo gigantesco.

2) Em casa

Em qualquer situação de enchente, você deve evitar ter contato com a água: portanto, “te vira”, “dá um jeito”: coloque botas e luvas. A água da rua é uma água contaminada, imunda, suja, que transmite doenças. Se você não quer ter maiores dores de cabeça, dou por bem recomendado que evite, à todo custo, ter contato com essa água.

Imediatamente, ao ver que a água vem subindo, desligue a chave geral de sua casa, cortando toda a eletricidade. A água é um condutor de eletricidade, portanto você não vai querer morrer eletrocutado numa enchente.

Tire os alimentos do nível da água, deixando-os fora do alcance dela para eliminar os riscos de contaminação.

Proteja-se num local alto e acione o resgate se a situação for crítica (há enchentes que estacionam e te ilham em casa, sendo preciso o resgate para te salvar). Não saia na rua: você poderá ser arrastado por uma eventual correnteza. Muita gente morre desse jeito, sendo arrastadas e desaparecendo completamente.


3) Perguntas principais

3.1) Perdi tudo!

Se você tiver seguro, procure seus corretores. Caso contrário, procure um advogado para analisar a situação: talvez você possa entrar com uma ação judicial contra o poder público.

3.2) De quem é a culpa?

Não só das autoridades públicas, como também dos moradores. As enchentes são causadas, sobretudo, por causa do lixo: é incrível como nós não aprendemos? São toneladas de lixo todos os dias nas ruas! A prefeitura precisa agir, analisando a situação e planejando obras de retenção, tomando medidas preventivas, mas cada um tem que contribuir com sua parte, evitando jogar lixo sem ser no lixo!


3.3) Em qual período as enchentes ocorrem com mais freqüência?

Principalmente entre novembro e março, onde ocorre uma temporada de chuvas.


Compromisso com a honestidade:
A imagem obtida para fazer a abertura dessa postagem foi obtida do seguinte blog: blogdoanselmoraposo.blogspot.com

Essa postagem faz parte da série "E agora?! O que fazer?!", mais uma iniciativa do VinicBlog. Ela trata à respeito de procedimentos de emergência, como terremotos, desmaios, convulsões...

Acesse o menu de "Séries de Postagens do VinicBlog" para ler essas e mais outras séries.







2 comentários:

Guilherme Scalzilli disse...

E a conta vai para...

Em 2008, Gilberto Kassab reelegeu-se com fama de bom administrador. O rótulo foi muito propagado por neoconservadores de partidos “progressistas” como o PPS da subprefeita Soninha. A mentira tinha três utilidades: a) era argumento objetivo para justificar a proximidade com o DEM (PFL) de César Maia, ACM Neto, José Roberto Arruda e, digamos, Hildebrando Paschoal; b) neutralizava a única esperança de Marta Suplicy contornar sua rejeição pessoal e c) contrapunha os boatos sobre a suposta homossexualidade de Kassab com um discurso “do bem”, construtivo.
Hoje os defensores daquele “novo destaque da polícia nacional” desapareceram, embriagados de antilulismo boboca. A imprensa esgoela-se para blindar José Serra, que dirige a única administração com recursos e estrutura suficientes para resolver os problemas das enchentes, e cujo partido teve quase vinte anos para fazê-lo.
Como não se pode culpar indefinidamente as chuvas por tamanho desgoverno, alguém precisará assumir o papel de bode expiatório quando as desculpas meteorológicas parecerem idiotas demais. A imolação de Kassab ajudará também a configurar os arranjos eleitorais convenientes para os planos de Serra em 2010. Nada que ele já não soubesse na época em que o prefeito era um craque da administração pública.

Vinic disse...

Caro Guilherme, mto obrigado por sua destacada participação. O VB é o porta-voz de seus leitores e é aberto para a expressão de opiniões.

Pelo jeito, ninguém mais comentou contrariando sua opinião, evidenciando sua força de argumentação e de sua influência.Seu comentário defende um ponto de vista e foi muito bem argumentado. Parabéns por essa habilidade.

Pessoalmente, o que mais me incomoda é ver, todos os anos, notícias de enchentes, principalmente em São Paulo. Já está ficando normal o prefeito falar para a população se acalmar enquanto suas casas se afundam naquela água imunda.

O filme é passado todos os anos, mas ninguém se mexe e a culpa sempre recai ora na metorologia, ora no governo. O que mais me irrita é que erramos todos os anos, e persistimos nesse erro! Queremos ver o mesmo filme toda hora! Iniciativa parece ser uma palavra já esquecida.

Obrigado pela destacada participação. O VB, desde já, agradece.