sábado, 17 de maio de 2008

Socorro! Como fazer um currículo decente?

Acredito que a principal ferramenta na procura do emprego é o currículo. É um objeto muito importante, é a primeira impressão que a empresa terá de você: portanto, é indispensável o esforço para fazer um bom currículo. Mas você anda meio perdido, sem saber fazer isso, sem saber por onde começar? Calma, não se desespere: selecionei as melhores dicas de como fazer um bom currículo. Sem blábláblá, direto ao ponto, espero te ajudar.


1º) Não escreverás um livro: o negócio tem que ser simples

Primeiro de tudo: sempre pensamos que quanto maior a coisa maior a qualidade. Para o currículo nãããão! Uma ou duas folhas já é o bastante! Há empresas que recebem dezenas ou até centenas de currículos diários: se você resolver escrever um livro você acha que o cara que vai te avaliar vai ter “saco” pra ler tudo?

2º) Não enrolarás

Por favor!! Seja objetivo, direto, sucinto! Não enrole, nada de blábláblá, ok? Vá direto ao ponto!

3º) Não assassinarás a gramática

Agora não pense que pelo fato de ser objetivo você largue mão da gramática. Não tem coisa pior do que escrever errado: causa uma péssima impressão, o cara que avalia pensa: “se escrevendo o camarada fala errado, imagine falando...”. Portanto, revise o seu currículo, consulte a gramática ou alguém que tem mais facilidade com isso. Mais uma vez digo: erro de português seleciona candidato, viu? Não vá perder para a concorrência por causa das redundâncias, das gírias, dos acentos errados, das crases erradas, das vírgulas erradas, do “ç” no lugar do “ss” e por aí em diante... Se você sempre odiou as aulas de português no colégio é hora de repensar um pouquinho...

4º) Meu filho, fala quem tu és!

Quando começar seu currículo, se identifique: fala seu nome completo, endereço, telefone, e-mail... mas não exagere: pra quê o cara que vai te avaliar vai querer seu RG, o título de eleitor, o nome da bisavó, da avó, dos pais, do cachorro... Não diga qual sua religião, etnia, partido político, time de futebol... isso é inútil, não interessa para o avaliador. Se identifique, sem muita cerimônia, logo no início do currículo.

5º) “O que tu fizestes, o que tu queres, o que tu és”

Fala de sua formação escolar e acadêmica. Organize em ordem decrescente de importância (de doutorado para...), ou seja, fala “o que tu fizestes”. Depois exponha seu objetivo: diga em que área quer trabalhar. Às vezes pensamos que o objetivo está expresso ao falarmos as experiências profissionais, mas não é sempre assim.. Fale de suas atividades, se seus cursos, suas experiências profissionais, do que você fez, o que você é. Essa é a parte principal do currículo, onde você “puxa seu próprio saco”, mas não se exiba tanto: escolha o que realmente for conveniente, o que for relevante. Para facilitar, siga esta ordem: objetivo, qualificações, histórico profissional, formação acadêmica, idiomas/outros, informações adicionais.


6º) JAMAIS mintais

Se você for sincero demais em seu currículo e começar a colocar seus defeitos o cara que vai te avaliar vai te deletar na hora. Se você tem 45 anos ou mais, pra quê falar sua idade? O avaliador não vai querer nem ler o resto. É o “pré-julgamento”: o cara que te avalia dá importância a sua idade, mas não para o que você é. Se você ficou muito tempo sem emprego, não fale os dias: apenas os anos e esteja preparado para a entrevista.
Agora, meu amigo, uma coisa é não falar que você tem 45 anos. Outra coisa é mentir dizendo que você tem 20. NUNCA, jamais minta! Isso aí é a maior roubada que pode ter. Nunca ache que a mentira vai te sustentar... nunca minta, só fale o que é preciso! Mentira não tem justificativa: é olho na rua na hora! A mentira destrói totalmente sua credibilidade, sua imagem. Apenas minimize suas fraquezas no currículo para ter a oportunidade de uma entrevista e revelar o que você tem de bom.

7º) A cara chama a atenção

Não faça seu currículo de qualquer jeito: faça num computador, imprima numa gráfica se preciso. Entregue numa pasta transparente, dê um trato no visual porque a apresentação conta. Também não digite em letras miúdas a fim de caber mais coisas porque o avaliador tem, geralmente, mais de 40 anos e já é meio “ceguento”... Faça o currículo como uma homenagem para o avaliador... mas não vá se emocionar e fazer tudo colorido, exagerado! Tem que ser algo formal também...

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